Saturday, April 17, 2010

Neurosis ducit concubinatores masculorum ad morbos venereos

No mês de Março passado, a autoridade para a saúde pública nos E.U.A., os Centers for Disease Control (CDC), publicou uma análise sobre a incidência de novos casos de infecção pelo VIH (o vírus da SIDA) e pelo Treponema pallidum (o bacterium causador da syphilis), comparando homossexuais e heterossexuais. Da nota de imprensa oficial, comentada e resumida pela narth, destaca-se, para escândalo dos revolucionários sexuais mais activistas:
The data, presented at CDC's 2010 National STD Prevention Conference, finds that the rate of new HIV diagnoses among men who have sex with men (MSM) is more than 44 times that of other men and more than 40 times that of women.
The range was 522-989 cases of new HIV diagnoses per 100,000 MSM vs. 12 per 100,000 other men and 13 per 100,000 women.
The rate of primary and secondary syphilis among MSM is more than 46 times that of other men and more than 71 times that of women, the analysis says. The range was 91-173 cases per 100,000 MSM vs. 2 per 100,000 other men and 1 per 100,000 women.
É isso mesmo, não se enganou: os homossexuais têm muito maior probabilidade de se infectarem do que os heterossexuais. A questão é relevante porque se tem adoptado a filosofia dos comportamentos de risco em detrimento dos grupos de risco na prevenção da disseminação das doenças sexualmente transmissíveis (dst). Isto é, na esfera da saúde pública, não se pensa tanto em combater as inclinações homossexuais (não se pensa mesmo nada...) quanto se pensa em difundir o látex ao kilo (os preservativos masculinos ou femininos, métodos contraceptivos que actuam por barreira phýsica). Embora strictu sensu seja verdade que qualquer pessoa (mesmo que heterossexual e saudável mentalmente) possa ter um comportamento de risco (relação sexual com um estranho, consumo de droga injectável com seringa já usada &c.), e portanto contrair DSTs, parece muito razoável crer que certos grupos estão mais inclinados a ter esses comportamentos de risco do que a população em geral e utilizar esse conhecimento na luta contra estas doenças por parte das autoridades e dos profissionais de saúde.

Os responsáveis pelo estudo supra citado apontam algumas razões para a diferença abysmal entre a população em geral e os homens que têm relações sexuais com outros homens, a saber, o facto de o sexo anal ser muito mais traumático do que a relação heterossexual, daí ser mais provável a transmissão do VIH, o facto de haver desconhecimento quanto à transmissibilidade das doenças venéreas junto dos que sofrem tendências homossexuais e até a leviandade em relação aos riscos inerentes à sua práctica (en passant negue-se o mito de que o homossexual é uma pessoa mais evoluída e culta do que os restantes mortais; tal não passa de orgulho gay, sublimação de um complexo de inferioridade), a incapacidade em manter sempre a utilização dos métodos-barreira ao longo de toda uma vida (inexequibilidade), e até a homofobia e o stigma social são apontados como barreiras impedindo o acesso aos cuidados de saúde (treta).

Mas nada disto é novo. Já aqui se deu a conhecer os trabalhos de Aardweg e de Rekers, os quais insistem que a população homossexual é mais doente que a restante, quer mental quer corporalmente, quer na psychê quer no soma. Podemos mesmo aproveitar o modelo proposto pelo holandês para explicar o facto: sabendo nós da personalidade neurótica do homossexual, não é difícil deduzir que há homossexuais que procuram inconscientemente situações de risco para delas colherem os ganhos secundários das doenças adquiridas: é o vitimismo compulsivo. O homossexual incorreria em relações "desprotegidas" (sem uso de preservativo) e de risco (com pessoas que ele sabe estarem infectados com o VIH), pela adrenalina do risco e pela comiseração própria ao saber-se infectado. Exemplo disto é existirem orgias de homossexuais seropositivos, nas quais participam voluntariamente homossexuais seronegativos, e que sem surpresa recebem a notícia da sua infecção tempos mais tarde. Como disse um: "Naqueles anos, eu sei o que fiz." Paradoxalmente, é frequente o homossexual mostrar-se demasiado preocupado com a sua saúde (não esquecer a hypochondríase enquanto neurose). Também importante para a anályse é saber que, das pessoas com tendências homossexuais que procuram ajuda para reorientarem a sua sexualidade, muitas o fazem com receio de contraírem doenças infecto-contagiosas.

Uma última palavra para como se tem encarado a saúde reprodutiva, contracepção, e prevenção da transmissão de doenças venéreas. Já é tempo de acabar com a ideologia do sexo seguro, a ideia de que se te protegeres com um preserva podes andar na boa-vai-ela: isso não pega. E não pega por causa da complexidade da transmissão das doenças venéreas, do incentivo à promiscuidade, e da bizarria de comportamentos sexuais que por aí pululam. Ainda há dois dias se soube que a syphilis congénita nos E.U.A. aumentou 23% entre 2005 e 2008 (depois de anos a baixar), a par do aumento da doença na população feminina em idade fértil.

Os CDC mostram-se muito preocupados com a saúde venérea nos homo(bi)ssexuais, mas querem abordar o problema com mais latex. É um erro: promover a saúde sexual terá que passar ― e as autoridades sanitárias reconhecê-lo-ão mais cedo ou mais tarde ― pela promoção da abstinência pré-matrimonial, da fidelidade conjugal, da instituição do casamento heterossexual, e do apoio à natalidade e à família, ambiente mais propício para o saudável desenvolvimento das crianças, e amparo dos mais velhos.

A família tradicional é o garante da saúde, segundo o modelo bio-psico-social.

Nunc carpamus musicam plebis sine barbarismis :)

Nossa Senhora de Fátima, rogai por nós.

1 comment:

  1. Tu o disseste, Francisco: «nada disto é novo».

    ReplyDelete

Note: Only a member of this blog may post a comment.