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Saturday, April 17, 2010

Neurosis ducit concubinatores masculorum ad morbos venereos

No mês de Março passado, a autoridade para a saúde pública nos E.U.A., os Centers for Disease Control (CDC), publicou uma análise sobre a incidência de novos casos de infecção pelo VIH (o vírus da SIDA) e pelo Treponema pallidum (o bacterium causador da syphilis), comparando homossexuais e heterossexuais. Da nota de imprensa oficial, comentada e resumida pela narth, destaca-se, para escândalo dos revolucionários sexuais mais activistas:
The data, presented at CDC's 2010 National STD Prevention Conference, finds that the rate of new HIV diagnoses among men who have sex with men (MSM) is more than 44 times that of other men and more than 40 times that of women.
The range was 522-989 cases of new HIV diagnoses per 100,000 MSM vs. 12 per 100,000 other men and 13 per 100,000 women.
The rate of primary and secondary syphilis among MSM is more than 46 times that of other men and more than 71 times that of women, the analysis says. The range was 91-173 cases per 100,000 MSM vs. 2 per 100,000 other men and 1 per 100,000 women.
É isso mesmo, não se enganou: os homossexuais têm muito maior probabilidade de se infectarem do que os heterossexuais. A questão é relevante porque se tem adoptado a filosofia dos comportamentos de risco em detrimento dos grupos de risco na prevenção da disseminação das doenças sexualmente transmissíveis (dst). Isto é, na esfera da saúde pública, não se pensa tanto em combater as inclinações homossexuais (não se pensa mesmo nada...) quanto se pensa em difundir o látex ao kilo (os preservativos masculinos ou femininos, métodos contraceptivos que actuam por barreira phýsica). Embora strictu sensu seja verdade que qualquer pessoa (mesmo que heterossexual e saudável mentalmente) possa ter um comportamento de risco (relação sexual com um estranho, consumo de droga injectável com seringa já usada &c.), e portanto contrair DSTs, parece muito razoável crer que certos grupos estão mais inclinados a ter esses comportamentos de risco do que a população em geral e utilizar esse conhecimento na luta contra estas doenças por parte das autoridades e dos profissionais de saúde.

Os responsáveis pelo estudo supra citado apontam algumas razões para a diferença abysmal entre a população em geral e os homens que têm relações sexuais com outros homens, a saber, o facto de o sexo anal ser muito mais traumático do que a relação heterossexual, daí ser mais provável a transmissão do VIH, o facto de haver desconhecimento quanto à transmissibilidade das doenças venéreas junto dos que sofrem tendências homossexuais e até a leviandade em relação aos riscos inerentes à sua práctica (en passant negue-se o mito de que o homossexual é uma pessoa mais evoluída e culta do que os restantes mortais; tal não passa de orgulho gay, sublimação de um complexo de inferioridade), a incapacidade em manter sempre a utilização dos métodos-barreira ao longo de toda uma vida (inexequibilidade), e até a homofobia e o stigma social são apontados como barreiras impedindo o acesso aos cuidados de saúde (treta).

Mas nada disto é novo. Já aqui se deu a conhecer os trabalhos de Aardweg e de Rekers, os quais insistem que a população homossexual é mais doente que a restante, quer mental quer corporalmente, quer na psychê quer no soma. Podemos mesmo aproveitar o modelo proposto pelo holandês para explicar o facto: sabendo nós da personalidade neurótica do homossexual, não é difícil deduzir que há homossexuais que procuram inconscientemente situações de risco para delas colherem os ganhos secundários das doenças adquiridas: é o vitimismo compulsivo. O homossexual incorreria em relações "desprotegidas" (sem uso de preservativo) e de risco (com pessoas que ele sabe estarem infectados com o VIH), pela adrenalina do risco e pela comiseração própria ao saber-se infectado. Exemplo disto é existirem orgias de homossexuais seropositivos, nas quais participam voluntariamente homossexuais seronegativos, e que sem surpresa recebem a notícia da sua infecção tempos mais tarde. Como disse um: "Naqueles anos, eu sei o que fiz." Paradoxalmente, é frequente o homossexual mostrar-se demasiado preocupado com a sua saúde (não esquecer a hypochondríase enquanto neurose). Também importante para a anályse é saber que, das pessoas com tendências homossexuais que procuram ajuda para reorientarem a sua sexualidade, muitas o fazem com receio de contraírem doenças infecto-contagiosas.

Uma última palavra para como se tem encarado a saúde reprodutiva, contracepção, e prevenção da transmissão de doenças venéreas. Já é tempo de acabar com a ideologia do sexo seguro, a ideia de que se te protegeres com um preserva podes andar na boa-vai-ela: isso não pega. E não pega por causa da complexidade da transmissão das doenças venéreas, do incentivo à promiscuidade, e da bizarria de comportamentos sexuais que por aí pululam. Ainda há dois dias se soube que a syphilis congénita nos E.U.A. aumentou 23% entre 2005 e 2008 (depois de anos a baixar), a par do aumento da doença na população feminina em idade fértil.

Os CDC mostram-se muito preocupados com a saúde venérea nos homo(bi)ssexuais, mas querem abordar o problema com mais latex. É um erro: promover a saúde sexual terá que passar ― e as autoridades sanitárias reconhecê-lo-ão mais cedo ou mais tarde ― pela promoção da abstinência pré-matrimonial, da fidelidade conjugal, da instituição do casamento heterossexual, e do apoio à natalidade e à família, ambiente mais propício para o saudável desenvolvimento das crianças, e amparo dos mais velhos.

A família tradicional é o garante da saúde, segundo o modelo bio-psico-social.

Nunc carpamus musicam plebis sine barbarismis :)

Nossa Senhora de Fátima, rogai por nós.

Wednesday, March 24, 2010

De dragone et educatione puerorum

Estreará mais um filme 3D chamado "Como treinares o teu dragão", cujo enredo fantasioso tem lugar no mediævo nórdico. Para Hiccup e os da sua aldeia natal viking atacada repetidas vezes por dragões pirómanos, a maior virtude que um homem pode ter é a de combater aqueles invasores alados. O jovem adolescente, inspirado pelos seus conterrâneos, aspira a demonstrar a sua maioridade exibindo-se na batalha, até que um dia encontra um dragão pacífico, o qual vem a domesticar com amizade. Sendo o ponto de contacto entre as duas espécies, Hiccup tenta pôr fim a uma guerra entre humanos e dragões, para o são convívio de todos.

Veja os trailers português e norte-americano:


Que moral retirar desta história? Um pai que levar o seu filho a ver este filme, que lhe ensinará ele?

O mais biblista verá os sanctos lutando contra os demónios com as armas da fé e dos sacramentos, transmitidos ao longo de sæculos pela tradição da Egreja. Hiccup seria um heresiarca apóstata que pactua com o maligno a fim de conseguir a felicidade mundana para o seu povo, e a condenação eterna.

Já o pai mais positivista, e com queda para a psychanályse, explicará ao seu filho como curar a neurose de que todos nós padecemos, libertando-se dos constrangimentos do super ego e deixando o seu id florescer a seu bel-prazer.

Por outro lado, o leitor mais assíduo deste blog identificará Hiccup com um esquerdista dhimi e naïf, um visionário iluminado e sacrificado (coitadinho...), que não pretende senão uma pás frutuosa com o islão, elucidando o seu povo sobre a sua antiga ignorância e obstinação em aceitar o estranho como sempre bom.

E por aí adiante. Mas o que mais me preocupa (vamos dar de barato a virilização da rapariga) é a desautorização dos pais e o esbater da fronteira entre o bem e o mal. Qual é a ideia de mostrar num filme para putos que gerações consecutivas estiveram erradas e que para se ser feliz mais vale romper com a tradição dos pais do que seguir as suas passadas? Não será antes melhor os filhos seguirem a educação dos pais, que com certeza têm muitos defeitos, do que apagar o papel parental e passar a educação dos filhos para outrém que não a família? Desautorizar os pais é uma característica clássica dos regimes totalitários, desde o mundo antigo até ao hodierno.

Já para não falar de que tal ruptura com a tradição é apresentada como solução para um eventual complexo de inferioridade, o qual como sabemos pode surgir na infância e início da adolescência, fruto da desadaptação da criança ao papel de adulto e da rejeição pelas outras crianças seus pares coætâneos. Até podemos traçar paralelos com a crise de identidade sexual experimentada pelas crianças adolescentes que mais tarde se rendem ao homossexualismo. Se não, leiamos a sinopse oficial:
"Esta divertida aventura que tem lugar no lendário mundo de Vikings corpulentos e dragões ferozes, baseada no livro de Cressida Cowell, conta a história de Hiccup, um jovem Viking que não se encaixa lá muito bem na tradição dos heróicos exterminadores de dragões.
A vida de Hiccup fica de pernas para o ar, quando encontra um dragão que o desafia a ele e a toda a sua tribo, a ver o mundo de uma nova perspectiva."
Depois vêm os problemas de consciência que o filme poderá causar. Os miúdos nestas idades precisam de saber que há coisas sempre más, e coisas sempre boas, e que são diferentes umas das outras. Ver um filme destes lança o precedente na cabeça da criança de que o bem nem sempre é bom, e o mal nem sempre é mau, e de que os culpados dos sofrimentos da criança são os erros dos adultos. Claro que nós, adultos de consciência (mais ou menos) bem formada, vamos tendo ao longo da vida essa experiência de aprendizagem, e as grandes questões para nós são as dilemmáticas, em que nem o sim nem o não estão certos, mas antes cabe-nos a nós sujeitos reformularmos a pergunta e encontrarmos uma terceira escolha mais perfeita, baseada no bem que temos por correcto. Mas, para uma criança, estas dúvidas são desestruturantes e nada benéficas. Como será o nosso mundo dentro de duas ou três gerações, se não houver consciência do bem e do mal?...

É óbvio que este filme é mais uma jogada dos revolucionários culturais para demolir a civilização e instaurar um regime tyrânico. Não é só nos filmes porno que se movem, nem nos restantes géneros do cinema, que já quase todos estão contaminados por certa agenda ideológica e política. Também devemos ter cuidado com os filmes para crianças, e sobretudo não dar a comer aos nossos filhos uma comida que não presta. Apelo a que os pais se informem sobre os filmes que deixam os filhos ver, nem os deixem à solta nessa escolha. Para o filme do dragão, poderão visitar os sites oficiais, português e americano.

Mas também para os restantes filmes há recursos úteis. Por exemplo, a Conferência Episcopal Cathólica dos E.U.A. tem um site muito bom com uma breve sinopse, recomendações e classificação etária credível para quase todos os filmes exibidos nos States, tanto de agora como os já passados. Vão publicando à medida que os filmes estreiam. Deixo os elos para os critérios usados pelos censores, para uma lista dos melhores filmes de sempre e por década, e para o juízo emitido sobre este filme (muito menos alarmista que o nosso).

Aconselho ainda o Father Robert Barron, que costuma dar as suas opiniões muito informadas sobre alguns filmes seleccionados. Quiçá se pronuncie sobre a dragonada.


Friday, March 19, 2010

Pedofilia, Igreja, baixa política e sociedade

Para tratar deste tema, urge começar por fazer algumas declarações categóricas, para nos pormos a salvo de acusações de má-fé: o abuso sexual é uma prática abominável, independentemente do perfil da vítima; é-o ainda mais se cometido sobre menores; é especialmente agravado se cometido por pessoas incumbidas de zelar pelos interesses das vítimas; é ainda mais escandaloso quando aos abusadores está confiada a orientação moral e religiosa das vítimas; as principais vítimas são sempre os abusados; os abusos não-sexuais também são condenáveis.

Dito isto, passemos ao tema propriamente dito, através de excertos de um magnífico artigo de Massimo Introvigne, cuja leitura integral se recomenda.
Depois de uma apresentação do conceito sociológico de pânico moral e dos seus agentes, os empresários morais, Introvigne aborda os casos de abusos sexuais perpetrados por membros do clero que têm vindo a merecer ampla cobertura mediática. Para tal, apresenta as conclusões de um estudo realizado sobre a matéria pelo John Jay College of Criminal Justice, instituição pertencente à City University of New York:
«(...) Questo studio ci dice che dal 1950 al 2002 4.392 sacerdoti americani (su oltre 109.000) sono stati accusati di relazioni sessuali con minorenni. Di questi poco più di un centinaio sono stati condannati da tribunali civili. Il basso numero di condanne da parte dello Stato deriva da diversi fattori. In alcuni casi le vere o presunte vittime hanno denunciato sacerdoti già defunti, o sono scattati i termini della prescrizione. In altri, all’accusa e anche alla condanna canonica non corrisponde la violazione di alcuna legge civile: è il caso, per esempio, in diversi Stati americani del sacerdote che abbia una relazione con una – o anche un – minorenne maggiore di sedici anni e consenziente. Ma ci sono anche stati molti casi clamorosi di sacerdoti innocenti accusati. Questi casi si sono anzi moltiplicati negli anni 1990, quando alcuni studi legali hanno capito di poter strappare transazioni milionarie anche sulla base di semplici sospetti. Gli appelli alla “tolleranza zero” sono giustificati, ma non ci dovrebbe essere nessuna tolleranza neanche per chi calunnia sacerdoti innocenti. Aggiungo che per gli Stati Uniti le cifre non cambierebbero in modo significativo se si aggiungesse il periodo 2002-2010, perché già lo studio del John Jay College notava il “declino notevolissimo” dei casi negli anni 2000. Le nuove inchieste sono state poche, e le condanne pochissime, a causa di misure rigorose introdotte sia dai vescovi statunitensi sia dalla Santa Sede.

Lo studio del John Jay College ci dice, come si legge spesso, che il quattro per cento dei sacerdoti americani sono “pedofili”? Niente affatto. Secondo quella ricerca il 78,2% delle accuse si riferisce a minorenni che hanno superato la pubertà. Avere rapporti sessuali con una diciassettenne non è certamente una bella cosa, tanto meno per un prete: ma non si tratta di pedofilia. Dunque i sacerdoti accusati di effettiva pedofilia negli Stati Uniti sono 958 in cinquantadue anni, diciotto all’anno. Le condanne sono state 54, poco più di una all’anno.

Il numero di condanne penali di sacerdoti e religiosi in altri Paesi è simile a quello degli Stati Uniti, anche se per nessun Paese si dispone di uno studio completo come quello del John Jay College. Si citano spesso una serie di rapporti governativi in Irlanda che definiscono “endemica” la presenza di abusi nei collegi e negli orfanatrofi (maschili) gestiti da alcune diocesi e ordini religiosi, e non vi è dubbio che casi di abusi sessuali su minori anche molto gravi in questo Paese vi siano stati. Lo spoglio sistematico di questi rapporti mostra peraltro come molte accuse riguardino l’uso di mezzi di correzione eccessivi o violenti. Il cosiddetto rapporto Ryan del 2009 – che usa un linguaggio molto duro nei confronti della Chiesa Cattolica – su 25.000 allievi di collegi, riformatori e orfanatrofi nel periodo che esamina riporta 253 accuse di abusi sessuali da parte di ragazzi e 128 da parte di ragazze, non tutte attribuite a sacerdoti, religiosi o religiose, di diversa natura e gravità, raramente riferite a bambini prepuberi e che ancor più raramente hanno condotto a condanne.

(...)

Una domanda sgradevole – perché il semplice porla sembra difensivo, e non consola le vittime – ma importante è se essere un prete cattolico sia una condizione che comporta un rischio di diventare pedofilo o di abusare sessualmente di minori – le due cose, come si è visto, non coincidono perché chi abusa di una sedicenne non è un pedofilo – più elevato rispetto al resto della popolazione. Rispondere a questa domanda è fondamentale per scoprire le cause del fenomeno e quindi per prevenirlo. Secondo gli studi di Jenkins se si paragona la Chiesa Cattolica degli Stati Uniti alle principali denominazioni protestanti si scopre che la presenza di pedofili è – a seconda delle denominazioni – da due a dieci volte più altra tra i pastori protestanti rispetto ai preti cattolici. La questione è rilevante perché mostra che il problema non è il celibato: la maggior parte dei pastori protestanti è sposata. Nello stesso periodo in cui un centinaio di sacerdoti americani era condannato per abusi sessuali su minori, il numero professori di ginnastica e allenatori di squadre sportive giovanili – anche questi in grande maggioranza sposati – giudicato colpevole dello stesso reato dai tribunali statunitensi sfiorava i seimila. Gli esempi potrebbero continuare, non solo negli Stati Uniti. E soprattutto secondo i periodici rapporti del governo americano due terzi circa delle molestie sessuali su minori non vengono da estranei o da educatori – preti e pastori protestanti compresi – ma da familiari: patrigni, zii, cugini, fratelli e purtroppo anche genitori. Dati simili esistono per numerosi altri Paesi.

Per quanto sia poco politicamente corretto dirlo, c’è un dato che è assai più significativo: per oltre l’ottanta per cento i pedofili sono omosessuali, maschi che abusano di altri maschi. E – per citare ancora una volta Jenkins – oltre il novanta per cento dei sacerdoti cattolici condannati per abusi sessuali su minori e pedofilia è omosessuale. Se nella Chiesa Cattolica c’è stato effettivamente un problema, questo non è stato il celibato ma una certa tolleranza dell’omosessualità nei seminari particolarmente negli anni 1970, quando è stata ordinata la grande maggioranza di sacerdoti poi condannati per gli abusi. È un problema che Benedetto XVI sta vigorosamente correggendo. Più in generale il ritorno alla morale, alla disciplina ascetica, alla meditazione sulla vera, grande natura del sacerdozio sono l’antidoto ultimo alle tragedie vere della pedofilia. Anche a questo deve servire l’Anno Sacerdotale.»

Estes dados estatísticos contrariam algumas ideias mais ou menos arreigadas no senso comum: que o abuso sexual de menores cometido por membros do clero é prevalente em relação ao cometido por membros de outras profissões ou ministérios; que se verifica uma relação entre o celibato e estas práticas; que não há relação entre a orientação sexual do abusador e a ocorrência de abusos.

Considerados estes dados estatísticos, Introvigne foca os casos recentemente trazidos a público:
«(...) Le polemiche di queste ultime settimane sulla Germania e l’Austria mostrano una caratteristica tipica dei panici morali: si presentano come “nuovi” fatti risalenti a molti anni or sono, in alcuni casi a oltre trent’anni fa, in parte già noti. Il fatto che – con una particolare insistenza su quanto tocca l’area geografica bavarese, da cui viene il Papa – siano presentati sulle prime pagine dei giornali avvenimenti degli anni 1980 come se fossero avvenuti ieri, e che ne nascano furibonde polemiche, con un attacco concentrico che ogni giorno annuncia in stile urlato nuove “scoperte” mostra bene come il panico morale sia promosso da “imprenditori morali” in modo organizzato e sistematico. Il caso che – come alcuni giornali hanno titolato – “coinvolge il Papa” è a suo modo da manuale. Si riferisce a un episodio di abusi nell’Arcidiocesi di Monaco di Baviera e Frisinga, di cui era arcivescovo l’attuale Pontefice, che risale al 1980. Il caso è emerso nel 1985 ed è stato giudicato da un tribunale tedesco nel 1986, accertando tra l’altro che la decisione di accogliere nell’arcidiocesi il sacerdote in questione non era stata presa dal cardinale Ratzinger e non gli era neppure nota, il che non è strano in una grande diocesi con una complessa burocrazia. Perché un quotidiano tedesco decida di riesumare questo caso e sbatterlo in prima pagina ventiquattro anni dopo la sentenza dovrebbe essere la vera questione.»
E Introvigne procura responder a esta questão:
«Perché riesumare nel 2010 casi vecchi o molto spesso già noti, al ritmo di uno al giorno, attaccando sempre più direttamente il Papa – un attacco, per di più, paradossale se si considera la grandissima severità del cardinale Ratzinger prima e di Benedetto XVI poi su questo tema? Gli “imprenditori morali” che organizzano il panico hanno un’agenda che emerge sempre più chiaramente, e che non ha veramente al suo centro la protezione dei bambini. La lettura di certi articoli ci mostra come – alla vigilia di scelte politiche, giuridiche e anche elettorali che un po’ dovunque in Europa e nel mondo mettono in questione la somministrazione della pillola RU486, l’eutanasia, il riconoscimento delle unioni omosessuali, in cui quasi solo la voce della Chiesa e del Papa si leva a difendere la vita e la famiglia – lobby molto potenti cercano di squalificare preventivamente questa voce con l’accusa più infamante e oggi purtroppo anche più facile, quella di favorire o tollerare la pedofilia. Queste lobby più o meno massoniche manifestano il sinistro potere della tecnocrazia evocato dallo stesso Benedetto XVI nell’enciclica Caritas in veritate e la denuncia di Giovanni Paolo II, nel messaggio per la Giornata Mondiale della Pace del 1985 (dell’8-12-1984), a proposito di “disegni nascosti” – accanto ad altri “apertamente propagandati” – “miranti a soggiogare tutti i popoli a regimi in cui Dio non conta”.

Davvero è questa un’ora di tenebre, che riporta alla mente la profezia di un grande pensatore cattolico del XIX secolo, il vercellese Emiliano Avogadro della Motta (1798-1865), secondo cui alle rovine arrecate dalle ideologie laiciste avrebbe fatto seguito un’autentica “demonolatria” che si sarebbe manifestata particolarmente nell’attacco alla famiglia e alla vera nozione del matrimonio. Ristabilire la verità sociologica sui panici morali in tema di preti e pedofilia di per sé non risolve i problemi e non ferma le lobby, ma può costituire almeno un piccolo e doveroso omaggio alla grandezza di un Pontefice e di una Chiesa feriti e calunniati perché sulla vita e la famiglia non si rassegnano a tacere.»

Conclusão: estes casos são projectados para a arena mediática quando se torna conveniente para algumas correntes de pensamento dito progressista ― as que se batem pelo aborto livre e pela equiparação das uniões civis ao casamento ― atacar as únicas vozes que se opõem a essas causas de suposto progresso social: a Igreja e o Papa.



Via O Cachimbo de Magritte.

Saturday, March 13, 2010

Orphanus in nova et sana domo cum matre patreque


«Revisão Da Pesquisa Sobre A Educação, Adopção, e Acolhimento Parental por Homossexuais

por George A. Rekers, Ph.D., Professor de Neuropsiquiatria & Ciência Comportamental, Faculdade de Medicina da Universidade da Carolina do Sul, Columbia, Carolina do Sul

Nota do editor:
A maior parte da evidência científica aqui revista aplica-se às leis que regulam a decisão da custódia, adopção, e acolhimento de menores, apesar de ter sido especificamente preparada para defesa da regulação de Arkansas, na qual se proibia a atribuição de licenças a lares nos quais habite um adulto com comportamentos homossexuais. Curiosamente,a advogada escolhida para defender a regulação de Arkansas, Kathy Hall, propôs em tribunal que fossem excluídos todos os dados científicos evidenciando a maior frequência de violência doméstica, pedofilia, e transmissão de doença venérea por adultos homossexuais às crianças, quando comparados com os heterossexuais casados. Kathy Hall aconselhou o Professor Rekers a não fazer uma revisão da evidência existente nestas áreas.

Depois, quando viu a revisão do Dr. Reker (incluída neste paper) sobre a maior frequência de perturbações psiquiátricas nos homossexuais praticantes quando comparados com os heterossexuais, a advogada Katty Hall propôs à última da hora moções no sentido de se excluir aquela evidência científica na consideração do seu caso, isto imediatamente antes da intervenção do Dr. Rekers em tribunal. Kathy Hall acabou por não deixar que o Professor Rekers apresentasse sequer 20% das conclusões deste paper, entregue pelo académico à advogada antes do depoimento em tribunal, pelo que, deste modo, Hall perdeu o caso para o Estado de Arkansas. Pelo contrário, o Estado da Florida usou este mesmo tipo de investigação científica, fornecida pelo Dr. Rekers, para defesa da sua lei proibindo a adopção de crianças por homossexuais, defesa esta vitoriosa inclusive no Supremo Tribunal dos E.U.A. em Janeiro de 2005. Os Escuteiros da América também se apoiaram, em parte, nesta linha de investigação fornecida pelo Prof. Rekers, e assim ganharam o seu caso através de apelos ao Supremo Tribunal.

SUMÁRIO: Base Racional para a Regulação de Arkansas

Declaração de George A. Rekers, Ph.D., Professor na Universidade da Carolina do Sul

Existem pelo menos três razões para afirmar que a regulação de Arkansas proibindo os adultos com comportamentos homossexuais de receberem uma licença de acolhimento parental tenha uma base racional.

I. A estrutura e natureza intrínsecas dos lares com um adulto homossexual praticante põem em especial perigo as crianças adoptadas porque as expõem a um nível substancial de stresses prejudiciais muito acima do habitual em lares de acolhimento heterossexuais. Devido à grande incidência de perturbações psicológicas nas crianças que são enviadas para adopção, estas crianças estão especialmente vulneráveis a danos psicológicos e a uma pior adaptação quando expostas a um stress significativamente maior, imposto pela presença de um homossexual praticante em casa.
  • Num agregado familiar com um adulto homossexual praticante, a criança adoptada estaria exposta a stresses adicionais, impostos pelas maiores taxas de perturbações psicológicas (especialmente perturbações afectivas como a depressão, ideação suicida, tentativa de suicídio, suicídio consumado, perturbação do comportamento, e abuso de substâncias) nos adultos com comportamentos homossexuais. Portanto, a entrega a um lar com um homossexual praticante arriscar-se-ia a expor a criança adoptada a um prejuízo significativamente maior, pois a pesquisa indica que a perturbação afectiva parental resulta em maiores taxas de depressão infantil, maus tratos e negligência, enquanto mediados por processos de stress interpessoal.
  • Para além disso, a pesquisa também indica que o comportamento homossexual é maioritariamente reprovado pela população norte-americana. Cientes do estigma social de viverem com adultos praticantes da homossexualidade, as crianças em idade escolar sofrem em geral do stress associado à vergonha e ao embaraço, ao medo que os outros descubram a homossexualidade de um dos seus familiares, e de serem rejeitadas pelas outras crianças, ao corte de amizades importantes, ao sofrimento de insultos verbais ou ostracismo, e/ou a verem a rejeição do seu familiar.
A ratificação do Acto de Adopção e Famílias Seguras, da Lei Pública 105-89 de 1997, coloca primariamente a ênfase na segurança das crianças em processo de adopção. É no melhor interesse destas que sejam colocadas em lares de acolhimento exclusivamente constituídos por heterossexuais, porque em tais lares estão protegidas do tipo de stresses exclusivos e dos níveis relativamente maiores de perturbação psicológica adulta inerentes aos lares onde mora um homossexual.

II. Os relacionamentos entre homossexuais são, em média, significativa e substancialmente menos estáveis e duradouras do que os casamentos entre um homem e uma mulher, contribuindo inevitavelmente para um maior número de mudanças de família de acolhimento caso a criança seja entregue a um lar com um homossexual. Os adultos praticantes da homossexualidade passam inerentemente por um número significativa e substancialmente maior de fins de relação, perturbações psicológicas, ideação, tentativa e consumação suicidas, perturbação do comportamento e abuso de substâncias; logo, enquanto grupo, os lares onde residam um ou mais homossexuais são substancialmente menos capazes de proporcionar o ambiente estável e seguro de que as crianças em processo de adopção necessitam em casa. Esta maior instabilidade levaria inevitavelmente a que a remoção de crianças do seu lar para recolocação noutro diferente aumentasse. Para além disso, a instabilidade das relações entre homens homossexuais também contribuiria para o aumento da frequência da remoção dos adolescentes em acolhimento, devido a violação sexual perpetrada pelo homossexual adoptante. As crianças em processo de adopção já sofreram uma ou mais transições traumáticas, e transições mais frequentes resultam em maiores danos psicológicos e desadaptação psicossocial. A Lei Pública 92-272 do Acto do Bem-Estar Infantil e Assistência à Adopção de 1980 mudou o foco do sistema de cuidados de adopção no sentido de reduzir o número de saídas das casas de acolhimento, e a Lei Pública 105-89 estabeleceu mecanismos para proteger a criança adoptada. É no melhor interesse das crianças que estas sejam colocadas em famílias constituídas por adultos heterossexuais, casados ou solteiros, porque estas são substancialmente mais estáveis e seguras, eliminando o maior risco, exclusivamente inerente aos agregados familiares compostos por um ou mais adultos homossexuais, de retirada da criança.

III. A particular estrutura dos agregados familiares com um ou mais adultos homossexuais priva a criança adoptada das contribuições positivas, essenciais para a sua adaptação, que só se encontram nas famílias de acolhimento heterossexuais que são aprovadas para adopção. Aos lares de acolhimento homossexuais falta-lhes o modelo diário de mãe ou pai, as contribuições únicas da mãe ou do pai na educação da criança, e também o exemplo de uma relação marido-mulher, a qual é significativamente mais saudável, muito mais estável social e psicologicamente e muito mais bem aceite do que os modos de vida dos homossexuais. A convivência com um homem e uma mulher casados resulta numa melhor adaptação da criança do que com outros esquemas familiares. É claramente mais benéfico para a criança em processo de adopção ser colocada no seio de um casal exclusivamente heterossexual, porque esta estrutura familiar natural per se dá à criança aquilo de que ela necessita e produz melhores adaptações do que geralmente nas casas com um adulto homossexual.»

Curiosissimi lectores, ecce omnes octoginta paginæ toti documenti de pueris et adoptantibus adultis quibus inclinantur ad homosexualitatem, vulgo 'Review Of Research On Homosexual Parenting, Adoption, And Foster Parenting':

Sagrada Família, rogai por nós.

Monday, March 1, 2010

Prologus in seriem de sodomia et excerptum ex libro Gerardi van den Aardweg


Começamos hoje o combate ao homossexualmente correcto. Os leitores a quem desgoste a aparente fuga do assunto central deste blog considerem que uma nação de gente fraca não conseguirá combater as ameaças externas, quaisquer que sejam.


A normal perplexidade do cidadão comum e da sociedade em geral perante o modus essendi dos indivíduos com tendências homossexuais condiciona a rehabilitação destes últimos. O mais que se lhes oferece é um escândalo puritano, com insultos verbais, se não agressão fýsica. Assim, na impotência para curar um homossexual, resigna-se o povo e grassa a propaganda dos activistas militantes do lobby gay, apoiados pelos seus sinistros amigos revolucionários. Para essa gentinha demente e coprófaga, a pocilga é o limite.


Fui à procura de melhor. Aconselharam-me um livro de um psychotherapeuta holandês chamado Gerard van den Aardweg. O livro, "Homossexualidade e esperança", explica muito bem quomodo surge o complexo homossexual, e como conduzi-lo à normalidade heterossexual. A tradução portuguesa pode ser adquirida em Portugal (Diel) ou no Brasil (Quadrante). Espero com esta humilde sugestão contribuir para o crescimento da caridade informada na verdade racional e objectiva. Como dizia o jurista romano do século III, Ulpianus, justiça é dar a cada um o que lhe pertence, dare cuique suum; é de inteira justiça que os homossexuais conheçam o seu problema e sejam ajudados por terceiros esclarecidos.


Entretanto, encontrei online um segundo livro do mesmo auctor. [Addendum: resumo do livro por D. Estevão Bettencourt] Segue a tradução das primeiras páginas:

«INTRODUÇÃO

Este livro fornece guidelines para o tratamento da homossexualidade, que consiste essencialmente de uma auto-terapia. Destina-se às pessoas com inclinações homossexuais que queiram elas próprias fazer alguma coisa pela sua "situação", mas não tenham hipótese de visitar um terapeuta com ideias saudáveis acerca do assunto. Isto porque, na verdade, os há poucos. A principal razão para este facto é que o tema da homossexualidade tem sido desdenhado, ignorado, ou até mesmo omitido dos curricula universitários, tendo sido colocada a ênfase na ideologia da "normalidade", segundo a qual a homossexualidade mais não seria que uma alternativa sexual, natural. Logo, são pouquíssimos os médicos, cientistas comportamentais e psicoterapeutas com formação adequada nesta área, e o seu domínio é, a mais das vezes, rudimentar.

Lá por a componente auto-terapêutica predominar em qualquer que seja o tratamento da homossexualidade, isto não implica por regra que o indivíduo o possa fazer sozinho. Quem quiser ultrapassar problemas emocionais necessitará de um guia que seja empático, pragmático e encorajador, com o qual poderá abrir a sua mente, descobrir importantes facetas da sua vida emocional e das suas motivações, e receber orientações para a sua luta interior. Não é preciso que este guia seja um terapeuta profissional. De preferência, deveria sê-lo, mas desde que tenha uma visão saudável relativamente à sexualidade e à moralidade; caso contrário, será mais prejudicial do que benéfico. Noutros casos, um médico ou um padre com personalidades normais e equilibradas, e capazes de estabelecer uma relação empática, poderão desempenhar bem este papel. Se ainda assim não houver ninguém melhor à mão, poderá ser exequível confiar a um amigo ou familiar com sensibilidade humana e saúde mental o papel de orientador. Também para os terapeutas, ou outros que eventualmente terão de apoiar um homossexual desejoso de mudança, destino secundariamente este livro; também estes devem conhecer um mínimo da patologia homossexual.

Exponho aqui o que julgo ser essencial para a avaliação e (auto-)tratamento da homossexualidade, baseando-me nas minhas mais de três décadas de estudo e experiência terapêutica com mais de trezentas pessoas―as quais conheço bem por ter acompanhado ao longo dos anos―, e com muitas outras pessoas com esta orientação e diferentes graus de adaptação social. Quem estiver interessado na evidência científica relativa à psico-avaliação e homossexualidade, na importância das relações com os pais e outros elementos da família, e na adaptação social da criança, aconselho dois livros meus escritos em inglês: On the Origins and Treatment of Homosexuality (1986); veja também Homosexuality and Hope (1985).

Boa vontade

Sem uma resolução forte, sem "boa vontade", a mudança não acontece. Mas com ela, a maioria dos casos melhora, e, podemos até numa minoria falar de cura―a profunda mudança da emotividade interior, de modo geral neurótica, acompanhada da conversão dos interesses sexuais.

Mas quem é que tem "boa vontade"? A maior parte dos afligidos, inclusive aqueles que professam activamente a sua homossexualidade, ainda assim desejam ser normais, por mais reprimidos que esteja este sentimento. Só uma minoria, contudo, é que quer realmente mudar, com constância, e não apenas num mero impulso, talvez reincidente, mas fugaz. Mesmo os mais determinados a combater a sua homossexualidade têm muitos pensamentos secundários, de estima e fascínio para com os desejos homoeróticos. Portanto, a maior parte deles tem uma fraca vontade, que obviamente sai enfraquecida pela pressão social no sentido de "aceitarem a sua homossexualidade." Para persistir no propósito de mudar, deve cultivar-se no próprio alguns factores motivadores, p.ex.: a noção clara de que a homossexualidade é antinatural; firmes convicções morais e/ou religiosas; e, quando fôr caso disso, querer levar por diante o casamento da melhor maneira possível, tanto nos aspectos sexuais, como noutros. Boa motivação não quer dizer violentar-se com rigidez, odiar-se, ou anuir por medo às prescrições religiosas, só porque impostas pela sociedade ou religião. Pelo contrário, significa sentir com força e serenidade que a homossexualidade é incompatível com a maturidade psicológica, com a pureza moral, com a consciência mais profunda, e com a responsabilidade perante Deus. Logo, fortalecer a perseverança moral para combater a face homossexual da sua própria personalidade é crucial para obter um bom outcome.

Resultados

É compreensível que aquelas pessoas que ponderam tratar a sua homossexualidade, assim como outras interessadas na matéria, estejam curiosas em saber a "percentagem de curas". No entanto, uma estatística simplista não consegue reunir toda a informação necessária para o julgamento equilibrado. No que diz respeito às curas, a minha experiência diz-me que cerca de 10-15% de todos aqueles que iniciaram tratamento (note-se que 30% abandonaram-no ao fim de alguns meses) tiveram uma recuperação "radical". Isto é, depois de anos de tratamento, já não têm sentimentos homossexuais, e podem ser considerados heterossexuais normais; esta mudança vai amadurecendo ao longo dos anos. Também melhoram bastante em termos de emotividade geral e maturidade―terceiro critério obrigatório para uma mudança "radical". Este último aspecto é fundamental, porque a homossexualidade não é uma "preferência" isolada na personalidade saudável, mas antes uma manifestação de uma personalidade neurótica. Por exemplo, já tenho visto uns quantos casos de mudanças surpreendentemente completas e rápidas, da homossexualidade para a heterossexualidade, em pessoas com paranóias latentes até lá dominantes. Falo de uma verdadeira "substituição sintomática", que nos alerta para o facto clínico de que a homossexualidade é muito mais do que uma perturbação funcional de âmbito estritamente sexual.

A maioria dos que tentam praticar regularmente os métodos que discutirei adiante melhoram de facto ao fim de vários anos de tratamento (em média, três a cinco). Os seus desejos e fantasias homossexuais enfraquecem, ou desaparecem; a heterossexualidade surge de novo (ou então é fortalecida se já previamente aparente); e a neuroticidade da sua personalidade regride. Alguns, não todos, contudo, recaem ocasionalmente (durante situações de stress, por exemplo) e voltam a ver-se homossexuais, como dantes; mas, se voltarem à luta, a recidiva não durará muito tempo.

Este panorama é muito mais positivo do que o que os homossexuais pro-emancipação―manifestamente interessados no dogma da homossexualidade irreversível―far-nos-iam crer. Por outro lado, não é assim tão simples ser bem sucedido como algumas pessoas ligadas a movimentos ex-gay por vezes defendem. Primeiro, a mudança costuma demorar pelo menos três a cinco anos, apesar de serem possíveis grandes avanços muito mais depressa. Segundo, tal mudança exige perseverança, paciência para se satisfazer com pequenos passos, pequenas vitórias do dia-a-dia, em vez de estar à espera de uma cura repentina e espectacular. Estes factos não são estranhos se percebermos que a pessoa sob (auto-)terapia está, no fundo, a re-estruturar, ou a re-educar, a sua personalidade mal-formada e imatura. Não devemos pensar que não vale a pena tentar o tratamento quando o resultado não fôr completo e desaparecerem todas as inclinações homossexuais. Pelo contrário! O homossexual só ganha com o processo: as suas obsessões sexuais quase sempre desvanecem, a pessoa alegra-se e tem melhor aspecto, e certamente, hábitos de vida mais saudáveis. Entre a cura completa e o pequeno e breve avanço (o esperado em cerca 20% dos que permanecem sob terapia), existem muitas tonalidades de resposta, mais ou menos satisfatórias. Mas, até mesmo a maioria dos que melhoram menos em termos de sentimentos, reduz substancialmente os seus contactos homossexuais, facto salutar que não deve ser senão considerado como uma ganho, em termos morais e físicos, como se tem demonstrado com a epidemia da SIDA. (Os dados das doenças venéreas e da esperança de vida dos homossexuais convictos são verdadeiramente alarmantes, mesmo removendo o efeito da SIDA; Cameron 1992).

O que se passa com a homossexualidade é, em poucas palavras, o que se passa com outras neuroses: fobias, obsessões, depressões, anomalias sexuais. Há-que tentar minorar o problema, mesmo que seja custoso em termos de energia e implique desiludir-se a si mesmo e desistir de muitos prazeres no curto-prazo. Muitos homossexuais desconfiam disto, e como não querem ver o que é evidente, tentam convencer-se de que a sua orientação é normal, defendendo-se furiosos perante quaisquer ameaças ao seu sonho, ou fuga à realidade. Gostam de exagerar a dificuldade da terapia e não enxergam as vantagens de mudar para melhor, ainda que pouco a pouco. Alguém é contra as terapêuticas da artrite reumatóide ou do cancro só porque não são definitivamente curativas em todos os doentes?

O sucesso dos movimentos ex-gay, e outras terapias

O crescente movimento dos "ex-gays", consistindo de vários grupos mais ou menos organizados de pessoas que querem mudar de orientação sexual, são sinal do cada vez maior número de pessoas que melhoraram profundamente, alguns até à cura total. Estes grupos utilizam uma mescla de psicologia e cristianismo, o que na prática se traduz por métodos de luta interior. O homossexual em tratamento pode estar em vantagem pelo facto de ser cristão, porque a sua crença na palavra (inalterada) de Deus oferece-lhe uma orientação firme e inequívoca para a sua vida, fortalece a sua esperança em vencer o que ele sente como sendo o seu lado negro, e fá-lo desejar ser puro moralmente. Apesar de alguns desequilíbrios, tais como o entusiasmo fácil e exagerado, o anúncio de uma "cura" prematura, ou a espera de que o seu problema seja resolvido pela "milagrosa" intervenção divina, mesmo assim podemos e devemos aprender algo com este movimento cristão, lição aliás que aprendemos também na nossa prática clínica: a terapia da homossexualidade é psicológica, espiritual, e moral, ainda mais que a de outras neuroses. A consciência entra em acção, a par com a força do espírito, ensinando à pessoa que ceder à homossexualidade e ao seu modo de vida é incompatível com a verdadeira paz interior e com a vivência religiosa. Na verdade, muitos homossexuais tentam obcecadamente conciliar o irreconciliável, pensando que podem ser cristãos devotos e homossexuais activos simultaneamente. Mas a artificialidade decepcionante destas tentativas é aparente; no final, acabam praticando a sua homossexualidade e esquecendo o cristianismo; ou então, re-interpretam a religião de modo a compatibilizá-la com a homossexualidade e a não ferirem a sua própria consciência. A verdade é esta: o melhor e mais frutuoso tratamento da homossexualidade é o que combina elementos morais e espirituais com a ajuda da psicologia moderna.

Ao apresentar os conceitos básicos da homossexualidade e sua terapêutica, não é minha intenção inquinar outros métodos. Para mim, as diversas teorias da psicologia moderna e respectivas terapias são muito mais semelhantes entre si do que diferentes. De notar que quase todas elas reconhecem na homossexualidade um problema de auto-identificação sexual. Para além disso, os vários métodos acabam por ir dar ao mesmo na prática clínica, muito mais do que seria de esperar para quem lesse só os livros; há enormes convergências nos diferentes métodos. Dito isto, e ressalvando os grandes respeito e consideração que tenho por todos os meus colegas nesta área, os quais tentam resolver os enigmas da homossexualidade e ajudar os necessitados a seguirem o seu autêntico caminho, gostaria de oferecer o que na minha opinião é a melhor integração teórica das várias correntes e hipóteses, de modo a conseguir uma (auto-)terapia o mais efectiva possível. Quanto mais rigorosas forem as nossas observações e conclusões, melhor será a auto-avaliação do homossexual em causa, e maior a sua recuperação.

PARTE PRIMEIRA,

A HOMOSSEXUALIDADE, POR ALTO

Para aguçar o entendimento do leitor acerca da visão exposta adiante, destaquemos de antemão os seus pontos principais. Aqui, a noção central é a do vitimismo inconsciente do homossexual. Esta compulsão não é voluntária, mas sim autónoma, e condiciona comportamento "masoquista". O próprio desejo homossexual faz parte desta auto-compaixão inconsciente, bem como os seus sentimentos de inferioridade sexual. Esta visão conjuga as noções e as observações comportamentais de Alfred Adler (1930; segundo as quais o complexo de inferioridade e os desejos de auto-compensação se destinam à "reparação" da inferioridade), do psicanalista austríaco-americano Edmund Bergler (1957; a homossexualidade enquanto "masoquismo psíquico"), e do psiquiatra holandês Johan Arndt (1961; o conceito da pena compulsiva de si mesmo).

Em segundo lugar, devido ao seu complexo de inferioridade sexual (virilidade/feminilidade inferiores), o homossexual permanece em parte "uma criança", ou "um adolescente", observação esta a que se chama infantilismo psíquico. Este conceito freudiano foi reaplicado à homossexualidade por Wilhelm Stekel (1922), e está de acordo com as visões mais modernas da "criança interior do passado" (pedopsiquiatra norte-americano Missildine 1963; Harris 1973; entre outros).

Em terceiro lugar, existem certas atitudes por parte dos pais, e certos tipos de relação pai/mãe-filho(a), que predispõem ao aparecimento do complexo de inferioridade sexual do homossexual. Contudo, a falta de adaptação inter pares, i.e. entre as pessoas do mesmo sexo e da mesma faixa etária, pesa ainda mais enquanto factor predisponente. Enquanto que a psicanálise tradicional reduzia todas as malformações emocionais e neuroses a uma relação disfuncional entre os pais e os filhos, a nossa visão, não querendo negar a grande importância daquele factor, dá mais relevo à auto-imagem sexual do adolescente comparando-se com os outros indivíduos da mesma idade e do mesmo sexo. Neste aspecto, sincronizamo-nos com os neopsicanalistas Karen Horney (1950) e Johan Arndt (1961) e com o teórico da auto-imagem Carl Rogers (1951), entre outros.

Em quarto lugar, é frequente também o medo do sexo oposto (psicanalistas como Ferenczi [1914,1950]; Fenichel [1945]), apesar de este não ser uma causa primária de homossexualide. Ao invés, este medo sinaliza os sentimentos de inferioridade sexual; estes por sua vez podem de facto ser precipitados pelos membros do sexo oposto, que são vistos pelo homossexual como exigindo um papel de que ele se julga incapaz.

Em quinto lugar, ceder aos desejos homossexuais cria uma dependência sexual. Quem chega a esta fase sofre essencialmente de dois problemas: o seu complexo de inferioridade sexual, e uma dependência sexual relativamente autónoma (situação semelhante ao neurótico com alcoolismo). O psiquiatra americano Lawrence J. Haterrer (1980) tem escrito sobre este duplo síndrome da "dependência do prazer".

Em sexto lugar, o auto-humor ocupa um lugar de destaque na (auto-)terapia. Herdamos os conceitos de auto-ironia de Adler, de "hiperdramatização" de Arndt, e, em menor medida, a "implosão" do terapeuta comportamental Stampfl (1967) e a "intenção paradoxal" do psiquiatra austríaco Viktor Frankl (1975).

Por último, na medida em que os sentimentos homossexuais radicarem no autocentrismo ou na "egofilia" imatura (Murray 1953), assim a (auto-)terapia deverá favorecer a aquisição daquelas virtudes morais e humanas que têm um efeito "desegocentrizador" e incentivem a capacidade para amar.

Anormal

Como é óbvio, a esmagadora maioria das pessoas ainda acredita que a homossexualidade―i.e. sentir atracção sexual por pessoas do seu próprio sexo, e ter pouco ou nenhum interesse heterossexual―é anormal. Uso a palavra "ainda", porque este facto sucede na presença prolongada de propaganda da normalidade sexual por parte dos ideólogos políticos e sociais, ignorantes e fervorosamente parciais, que controlam os media, a política, e grande parte do mundo académico. Apesar de a elite social hodierna ter perdido o bom-senso, o mesmo não aconteceu com a grande maioria de gente que, talvez forçada a aceitar as medidas sociais provenientes da ideologia da "igualdade de direitos" dos emancipadores homossexuais, ainda assim não nega a simples observação de que deve haver algo de errado com as pessoas que apesar da sua fisiologia masculina ou feminina não se sentem atraídos pelos objectos mais naturais e óbvios para o instinto sexual. Como é possível que gente "educada" acredite que a homossexualidade é normal? Talvez a melhor resposta para os muitos que colocam esta questão desconcertante seja o dito de George Orwell, segundo o qual existem coisas "tão estúpidas que só os intelectuais são capazes de acreditar". O fenómeno não é novo: na Alemanha dos anos 30, muitos cientistas de renome "acreditaram" na "correcta" ideologia da superioridade racial. Para muitos, o instinto de rebanho, a fraqueza de carácter, e a ânsia em "pertencer", fá-los sacrificar o seu juízo individual.

Se alguém passa fome porque tem medo do objecto da fome, a comida, e a rejeita, então é para nós óbvio que estamos perante alguém perturbado (anorexia nervosa). Em quem não sente compaixão à vista dos que sofrem, ou pior, até se alegra com o seu sofrimento, enquanto se enche de ternura quando vê um gatito abandonado, somos capazes de reconhecer uma perturbação emocional (psicopatia). E por aí adiante. Contudo, quando um adulto não consegue excitar-se sexualmente perante o sexo oposto, ao mesmo tempo que persegue obsessivamente indivíduos do mesmo sexo, este defeito do instinto sexual é considerado normal. Será a pedofilia também normal (como já há quem defenda)? O exibicionismo? A gerontofilia (sentir atracção por idosos na ausência de uma heterossexualidade normal)? O fetishismo (o sapato feminino é excitante, mas o corpo da mulher não)? O voyeurismo? Omitamos outras perturbações, mais bizarras, e felizmente menos frequentes.

Os homossexuais militantes tentam obrigar o público a aceitar a ideia de que são normais, e fazem-no desempenhando o papel de vítimas de discriminação, e apelando a sentimentos de justiça e compaixão e ao instinto de protecção dos mais fracos, em vez de seguirem a via da argumentação e da demonstração racional. Este facto mostra ele mesmo que os homossexuais se dão conta de quão fraca e ilógica é a sua posição. A sua emocionalidade veemente tenta servir de compensação à demanda infrutífera de argumentos racionais. Com pessoas com este enquadramento mental, é praticamente impossível discutir matérias de facto, porque eles recusam qualquer ponto-de-vista que não aceite por completo o seu dogma da normalidade. Mas será que eles próprios, no fundo, acreditam no que professam?

Tais militantes conseguem muitas vezes transferir para outras pessoas a ideia de que são mártires―e.g. as suas mães. Conheci numa cidade alemã um grupo de pais de homossexuais assumidos que se tinham junto para lutar pelos "direitos" dos filhos. Não se mostraram menos indignados e irracionais na sua argumentação exaltada do que os próprios filhos. Algumas mães agiam como se o seu bebé preferido corresse perigo de vida, cada vez que alguém afirmava a natureza neurótica da homossexualidade.

A importância da auto-identificação

Analisemos a decisão, psicologicamente perigosa, de identificar-se a si próprio como membro de uma outra espécie de pessoas: "Eu sou homossexual". Como se a essência da sua existência fosse diferente da dos heterossexuais. Pode ser que dê algum alívio, depois de um período de tensão e ansiedade, mas ao mesmo tempo revela derrotismo. O homossexual auto-identificado aceita em definitivo o papel de ostracizado. Trata-se, de facto, de uma atitude trágica. É muito diferente uma auto-avaliação sóbria e pragmática: "Sinto estas fantasias, mas não me reconheço como homossexual."

O "papel" do homossexual concerteza que traz as suas recompensas, por exemplo o sentir-se integrado no grupo dos homossexuais, seus colegas. Durante algum tempo, alivia-se o stress de lutar contra os impulsos homossexuais, e ganha-se a recompensa emocional de se sentir tragicamente único―por mais inconscientemente que isto se passe―e, claro, de ter aventuras sexuais. Ao lembrar-se da sua entrada no submundo lésbico, uma mulher ex-lésbica descreveu esta "sensação de pertença": "Tal e qual como se tivesse regressado a casa, eu encontrara o meu verdadeiro grupo de pessoas iguais a mim [lembrar o drama da criança que se sente estranha no seu próprio meio]. Olhando para trás, vejo agora o quão carentes todas estávamos―éramos um grupo de gente desenquadrada que finalmente achara o seu lugarejo na vida" (Howard 1991, 117). Na outra face da moeda, porém, nunca se chega a encontrar a verdadeira felicidade, nem tão-pouco paz interior. A pouco e pouco, crescem a inquietação e o vazio interior. Persistentemente, a consciência envia sinais pertubadores, porque é "falsa" a pessoa com a qual o infeliz se identificou. Fica aberta a porta para o "modus vivendi" homossexual. Inicialmente um sonho sedutor, mais tarde revela-se uma ilusão tremenda. "Ser homossexual" significa viver uma vida falsa, cada vez mais afastada do seu próprio e verdadeiro eu.

A auto-identificação é muito favorecida pela propaganda repetitiva de que muitas pessoas simplesmente "são" homossexuais. Mas o mais frequente é que os interesses homossexuais não sejam constantes. Há altos e baixos; tempos em que sente mais ou menos impulsos heterossexuais alternados com paroxismos de homossexualidade. É certo que muitos adolescentes e jovens adultos que não alimentaram a sua auto-imagem de "serem homossexuais" conseguiram desse modo prevenir o aparecimento de uma orientação homossexual exuberante. Pelo contrário, a auto-identificação consolida o lado homossexual, principalmente na suas fases iniciais, e dá fome ao componente heterossexual. É importante que se saiba que cerca de metade dos homens homossexuais podem ser classificados como bissexuais, e que esta proporção nas mulheres é ainda maior.»


Glorioso Patriarcha São José, rogai por nós.

Saturday, February 13, 2010

De educatione puerorum

Peço desculpa pelo baixo nível, mas no Carnaval ninguém leva a mal :P


Retomando o tom sério, firmo na véspera do bendito dia do casal namorado-namorada o propósito de nos próximos meses combater a corrente anathemática do homossexualmente correcto cum datis scientificis ex bonis et veris fontibus.