Nas últimas semanas foi tema quente o estulto e hipócrita incómodo da administração Obama supostamente causado pela intenção do município de Jerusalém de construir um complexo habitacional, alegadamente numa "zona da cidade disputada pelos palestinianos" ― a propósito desta expressão, diga-se que todo o território de Israel se encontra numa zona disputada pelos palestinianos, razão que os leva a rejeitar sistematicamente as proposta para o estabelecimento de dois estados: pretendem um só estado, muçulmano, judenrein (purificado de judeus) e com os cristãos subjugados, à semelhança do que acontece hoje nos territórios sob a autoridade palestiniana; um estado palestiniano, do rio (Jordão) ao mar (Mediterrâneo).
Onde se situa, então, Ramat Shlomo (רמח שלםה) o local do absurdamente controverso projecto habitacional? É ver e confirmar noutras fontes, se não se acredita no disparate. Repare-se, a talhe de foice, na localização um outro projecto, igualmente controverso há alguns meses, o de Gilo (גלה).
Para tratar deste tema, urge começar por fazer algumas declarações categóricas, para nos pormos a salvo de acusações de má-fé: o abuso sexual é uma prática abominável, independentemente do perfil da vítima; é-o ainda mais se cometido sobre menores; é especialmente agravado se cometido por pessoas incumbidas de zelar pelos interesses das vítimas; é ainda mais escandaloso quando aos abusadores está confiada a orientação moral e religiosa das vítimas; as principais vítimas são sempre os abusados; os abusos não-sexuais também são condenáveis.
Dito isto, passemos ao tema propriamente dito, através de excertos de um magnífico artigo de MassimoIntrovigne, cuja leitura integral se recomenda. Depois de uma apresentação do conceito sociológico de pânico moral e dos seus agentes, os empresários morais, Introvigne aborda os casos de abusos sexuais perpetrados por membros do clero que têm vindo a merecer ampla cobertura mediática. Para tal, apresenta as conclusões de um estudo realizado sobre a matéria pelo John Jay College of Criminal Justice, instituição pertencente à City University of New York:
Estes dados estatísticos contrariam algumas ideias mais ou menos arreigadas no senso comum: que o abuso sexual de menores cometido por membros do clero é prevalente em relação ao cometido por membros de outras profissões ou ministérios; que se verifica uma relação entre o celibato e estas práticas; que não há relação entre a orientação sexual do abusador e a ocorrência de abusos.
Considerados estes dados estatísticos, Introvigne foca os casos recentemente trazidos a público:
Conclusão: estes casos são projectados para a arena mediática quando se torna conveniente para algumas correntes de pensamento dito progressista ― as que se batem pelo aborto livre e pela equiparação das uniões civis ao casamento ― atacar as únicas vozes que se opõem a essas causas de suposto progresso social: a Igreja e o Papa.
Algum leitor se dispõe a traduzir este discurso para a nossa língua? Se sim, escreva-nos para tambemistoevaidade@gmail.com. Estará prestando um inestimável serviço ao país e à liberdade.
Geert Wilders Speech, House of Lords, London, Friday the 5th of March 2010
Acompanhe o julgamento de Gert Wilders através do Gates of Vienna, onde pode encontrar, entre outros meios de acompanhar o andamento do processo, notícias da imprensa holandesa traduzidas para inglês por colaboradores holandeses do blogue. Não deixe, também, de visitar o sítio criado por Wilders para divulgação das vicissitudes do julgamento, análise das sessões e do seu impacto na liberdade de expressão e na democracia na Holanda, e não só. Verdadeiro serviço público.
Apenas uma observação: discordo em absoluto da classificação de Wilders e do PVV como partido de "extrema-direita". Nas declarações de Wilders nada aponta nesse sentido, como afirma Daniel Pipes no artigo hoje aqui divulgado. De resto, a notícia foca alguns dos pontos essenciais deste caso.
O crescente lunar e a estrela são o símbolo tradicional do islão. Alguns países muçulmanos, como a Malásia - onde presentemente se profanam igrejas em violentos tumultos devido ao uso da palavra "Alá" pelos não muçulmanos - integram esse símbolo na sua bandeira nacional. A este propósito, refira-se que a palavra árabe Allah era usada para designar o deus-lua adorado pelas tribos árabes do tempo de Mafoma, entre as quais aquela a que ele pertencia.
Bandeira da Malásia
Onde é que quero chegar? Pode tratar-se de uma brincadeira de mau gosto feita por ignorantes do islão, os quais, perante iconografia como esta identificaram o Sol onde viram uma estrela. A outra hipótese, assente na iliteracia dos autores das pinchagens - bem patenteada na forma como escreveram muçulman - seria que os escrevinhadores, não dominando o idioma de Camões, não se dão conta da distinta nomenclatura usada em português para designar a estrela Sol e uma estrela genericamente.
Enquanto os observadores mais incautos não se deterão um segundo que seja na ponderação destes acontecimentos, aqueles que seguem o avanço do islão na Europa e que não ignoram as aspirações muçulmanas à imposição da sua religião a todo o mundo - seja pelo proselitismo ou pela jihad -, os que estão a par de que é nos textos que os muçulmanos têm por sagrados - o Corão, a Sira (biografias do profeta do islão) e as Hadith (relato dos ditos e feitos do profeta e dos seus primeiros seguidores) - que se encontra o gérmen para a violência islâmica, não podem deixar de se sentir inquietos, ainda para mais tendo presente a pretensão islâmica, ainda recentemente renovada, de reconquistar a Península Ibérica, o mítico Al-Andalus. Os muçulmanos em Portugal são uma pequena maioria que tem sabido viver em paz com todos. O seu número não faria prever este tipo de incidentes. Fica, para os mais incautos, um sinal de que as coisas podem mudar a qualquer momento.
Entretanto, as autoridades policiais portuguesas parecem ter adoptado, desde já, uma postura dhimmi, esforçando-se por desvalorizar o incidente e por lhe retirar qualquer carga religiosa. Vejamos as declarações do comandante do destacamento de Tomar da GNR, Duarte da Graça, à Agência Lusa, tal como são relatadas em notícia do DN, edição online:
Que se trata de um acto isolado é uma declaração que parece não merecer contestação. O que surpreende é que seja feita, ecoando as declarações de Obama e de membros da sua administração sempre que um acto jihadista é cometido nos EUA. O facto do comandante Graça ter julgado necessário fazer semelhante afirmação não faz sentido, a menos que acontecimentos semelhantes tenham ocorrido e não tenham sido noticiados; que tenha informações de que outros actos do género podem estar para ocorrer; ou que tenha instruções superiores, provenientes da tutela, para desvalorizar o incidente. No fim das contas, esta expressão pode não resultar senão da contaminação do politicamente correcto na atitude, no comportamento e nas palavras dos agentes da autoridade.
Consideremos as restantes palavras do comandante Graça:
Pergunta-se: com que base faz o comandante Graça estas declarações? A investigação está concluída? Se sim, felicite-se a GNR de Tomar pela celeridade da sua actuação e peça-se a divulgação imediata das conclusões a que se chegou. Se não, como podem semelhantes declarações ser feitas e por que razão?
A questão de não haver uma organização por trás deste acto, no sentido usado nas democracias ocidentais para o termo "organização" - partido, sindicato, grupo terrorista hierarquicamente constituído e coordenado -, revela um total desconhecimento do mandamento universal e intemporal dirigido a todos os muçulmanos individualmente para lutar pela implantação do islão - dissimuladamente, se as circunstâncias o exigirem; pela força se os kuffar se lhe opuserem -, até que o islão domine em todo o mundo. Qualquer muçulmano, mesmo o mais pacífico, o mais exemplar cidadão, se optar por seguir os ensinamentos do islão - não de uma franja, de um ou outro grupúsculo, mas o islão ortodoxo, que segue de perto as escrituras e a tradição exegética - pode, a qualquer momento tornar-se um perigo para a sociedade democrática ocidental, se decidir seguir o islão escrupulosamente. Note-se que a liberdade de expressão, a liberdade religiosa e de culto, o direito de propriedade, a escolher com quem casar, não são reconhecidas no islão. Em última análise, até o direito à vida - basilar nas sociedades do Ocidente - no islão não advém do simples facto de se existir, de ser humano, mas decorre apenas do facto de se ser muçulmano. No islão todos os direitos vêm da sharia.
Uma última palavra: se tudo isto não passar de uma brincadeira de mau-gosto - Deus queira que seja o caso - que sirva, ao menos, para que mais cidadãos portugueses se sintam levados a conhecer por si mesmos o islão. Esperamos, aqui neste espaço e noutros, contribuir para isso, disponibilizando notícias sobre o avanço do islão no mundo ocidental e, sobretudo, através da publicação de textos e de hiperligações onde se estabelece a conexão entre a religião muçulmana e os actos hediondos que alguns dos seus seguidores praticam em seu nome.